Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso

Despertando Sorrisos – um projeto inclusivo com base no fortalecimento de ecossistemas comunitários
publicado a 28 de novembro de 2025

Foi apresentado, na tarde de ontem, o projeto “Despertando Sorrisos” que vai ser implementado pelo SIGO – Serviço para a Igualdade de Género e Oportunidades. Esta apresentação decorreu no âmbito da XV SMIND (Semana Municipal para a Igualdade e Não Discriminação) que está a decorrer na Póvoa de Lanhoso, e contou com a presença da Vice-Presidente do Município, Fátima Moreira, que desvendou às entidades parceiras presentes breves linhas acerca das características deste projeto. A explanação das premissas que configuram este projeto esteve a cargo das técnicas deste serviço.

As entidades representadas, designadamente, a EPAVE, a Escola Secundária, a Casa de Trabalho de Fontarcada, a ASSIS, a Unidade de Saúde Local, o CAVI, serão os parceiros, além da GNR, dos Bombeiros Voluntários, da CAPA e da Universidade do Minho. Incluem-se nos diferentes públicos, alunos/as, pessoas portadoras de deficiência e seniores dos Centros de Convívio.

“Despertando Sorrisos” é um projeto educativo que tem como finalidade promover a inclusão das pessoas com deficiência na comunidade escolar e local. O projeto será desenvolvido em parceria com instituições educativas, sociais e comunitárias, permitindo uma abordagem abrangente e colaborativa Pretende sensibilizar, envolver e mobilizar a comunidade em torno da temática da deficiência e da inclusão, adotando uma metodologia participativa que valoriza a reflexão, a empatia e a ação prática, em seis fases complementares e consecutivas.

As atividades estão concebidas de forma a estimular o pensamento crítico, desenvolver empatia, combater estereótipos e promover atitudes inclusivas e solidárias numa sociedade em que fala, cada vez mais, sobre inclusão, mas onde ainda persistem barreiras visíveis e invisíveis que limitam a participação plena das pessoas com deficiência.

Para a tarde de ontem estava também agendado o primeiro Encontro Intercultural com os jovens “para auscultarmos a maneira como eles sentem cá, que memórias trazem e que experiências e vivências têm para nos contar e partilhar”, referiu a edil povoense. O encontro foi dinamizado pelos técnicos/as do SIGO e do Espaço Jovem, local onde decorreram estas iniciativas.

No largo dos Paços do Concelho formou-se, ao final da tarde, um Laço Humano pela Paz, pois, como referiu Fátima Moreira, a paz representa a união e a esperança e ao juntar pessoas de diferentes idades e culturas demonstramos que a paz se constrói através do diálogo, do respeito e da empatia. “Aqui começa a paz e a paz começa em cada um de nós” foi a mensagem lançada.

“Bem receber e bem acolher” foi o tema do workshop, também integrado no programa da SMIND, que se realizou no Centro Interpretativo Maria da Fonte, e que contou com a presença da Dr.a Carla Alexandra Fernandes da Associação ADOLESCERE e de Filipa Batista do CLAIM do Fundão, bem como das Técnicas do Município povoense que estão afetas a esta área.

Foram partilhados os trabalhos desenvolvidos pela Autarquia do Fundão, que dispõe de um Gabinete para a Inclusão e a Diversidade Cultural, de um Centro para as Migrações com Residência de trabalhadores temporários, de uma Residência de Estudantes, além de um Centro de Acolhimento de Refugiados.

Também a ADOLESCERE – Associação de Apoio à Criança e ao Adolescente, com sede de Braga, elencou a existência de dois centros de acolhimento, sendo uma de acolhimento de pessoas com estatuto de refugiadas e outra de pessoas requerentes de asilo.

As técnicas do CLAIM povoense apresentaram os dados e traçaram o perfil das pessoas que, desde a abertura do CLAIM local, em janeiro do corrente ano, recorreram ao mesmo.

Para “bem receber e bem acolher” é necessário existir um forte e persistente trabalho em rede entre as entidades sociais, educativas, associativas e outras existentes nas comunidades acolhedoras.

Das intervenções partilhadas e da reflexão sobressaem o imenso trabalho que os serviços têm para fazer; a importância do tecido empresarial na integração das pessoas migrantes; a adaptação de serviços e a necessidade da partilha de informações; a aposta na formação, capacitando as pessoas migrantes, nomeadamente no ensino da língua e cultura portuguesa.

Foi também reforçada a ideias de que a adaptação tem que se dar bilateral, sendo necessária alteridade, reconhecendo “a outra pessoa" como uma pessoa singular e respeitando as suas diferenças.

A SMIND tem ainda no seu programa a realização de um seminário online, no dia 2 de Dezembro, pelas 14h30, dedicado ao tema “Imigração em Portugal: Ética, Economia, Cultura e Direitos Humanos”, moderado por Ana Maria Brandão, Professora Associada do Departamento de Sociologia do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho e Investigadora Integrada do Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais, e no qual vão participar António Vitorino, Presidente do Conselho Nacional de Migrações e Asilo; Francisco José Martins Rodrigues,

Presidente do OSCOT - Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo; Cláudia Pereira, Professora de Migrações Internacionais Contemporâneas no ISCTE e Coordenadora Científica no Observatório de Emigração; e Inês Vidigal, Licenciada em geografia e mestre em políticas europeias pelo IGOT-UL.

O Café Concerto Inclusivo que este ano tem a sua X edição, fecha esta Semana Municipal para a Igualdade e Não Discriminação e vai decorrer no dia 3 de Dezembro, pelas 14h00, no Narcisus Eventus.