Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso

Póvoa de Lanhoso acolheu partilha de experiências das Equipas do Radar Social da região
publicado a 28 de janeiro de 2026

O Centro Interpretativo Maria da Fonte acolheu, na manhã de terça-feira (27 de janeiro), a 5ª Oficina de Futuro – Radar Social, que reuniu participantes e equipas da região.

A Vice-Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Fátima Moreira, abriu os trabalhos, destacando que este é um projeto do PRR, “que nos permitiu trazer para o terreno uma metodologia da qual não podemos abdicar, mesmo depois do términus do financiamento”.

Esta responsável apontou ainda alguns dos pontos positivos trazidos pelo Radar Social (RS), no concelho, ultrapassadas algumas dúvidas iniciais, na generalidade dos territórios: “Trabalhar em rede, trabalhar de forma concertada, desocultar fenómenos que não são visíveis, ir ao encontro dessas situações. Isso tudo foi conseguido com a equipa do RS, para além de tudo o resto: atualização do PDS, georreferenciação das respostas, reativação das comissões sociais interfreguesias. Tudo isto está a ser trabalhado a partir deste projeto”.

Na Póvoa de Lanhoso, foram implementadas reuniões mensais de Ação Social Integrada, em que participam as diferentes equipas municipais com respostas no conselho. “Os resultados têm sido excelentes e fazemos um trabalho mais eficaz”, considerou Fátima Moreira.

Para esta responsável, outro dos méritos do projeto é que conseguiu ainda “desocultar” situações devido a um trabalho muito próximo com as instituições parceiras. “O social faz-se no terreno. Ganhámos metodologia de rede, de trabalho colaborativo, o que é muito importante”, ressalvou Fátima Moreira. “Trabalhar no social são desafios constantes, problemáticas constantes, é andar na frente, antecipar os problemas e as soluções. Com a complexidade cada vez maior das situações, só vamos conseguir estar à altura se estivermos alinhados, a cooperar, e a rentabilizar os melhores recursos que tivermos. Sem nos sobrepormos uns aos outros e com o envolvimento da comunidade e os nossos parceiros da comunidade”, salientou, ainda, deixando um agradecimento às entidades parceiras e à Segurança Social.

“Radar Social: de onde partimos e para onde caminhamos?” deu o mote para a apresentação do trabalho desenvolvido pela Equipa da Póvoa de Lanhoso. Desde finais de 2024, esta resposta social recebeu 138 sinalizações, tendo sido 73 situações encaminhadas em articulação com a rede social local.

“Proteção, Proximidade e Resposta na Comunidade” foi o momento que proporcionou a reflexão e a partilha de testemunhos de representantes de entidades parceiras e de participantes, tendo ficado evidentes algumas ideias: a vertente preventiva do Radar Social; a importância do trabalho em rede, que ainda encontra entraves; e a necessidade de maior conhecimento do projeto por parte de agentes e parceiros do território, por exemplo.

Intervieram o 2º Comandante dos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso, Nuno Rebelo, a gestora do programa “Idosos em Segurança” da GNR, Vera Barroso, o representante da Junta de Freguesia da Póvoa de Lanhoso, Gabriel Meira, a representante da Junta de Freguesia de Taíde, Alcina Fernandes, um elemento da Equipa Aproximar e o diretor do Agrupamento de Escolas de Póvoa de Lanhoso, Ângelo Dias. Este momento foi moderado pela Chefe de Divisão de Educação, Juventude e Saúde, Maria José Lourenço.

A interlocutora da Segurança Social, Helena Areias, encerrou a manhã de trabalho, sob o tema “Da capelinha ao futuro em Rede”.

O programa englobou ainda uma breve descrição e visualização de um vídeo sobre a Maria da Fonte, cuja revolta assinala, em 2026, 180 anos. Englobou ainda uma visita à Póvoa de Lanhoso, terra do Castelo de Lanhoso e da Filigrana.

O projeto Radar Social é financiado pelo PRR, “no âmbito da Componente 03 – Respostas Sociais, no seu investimento RE-C03-i01 - Nova Geração de Equipamentos e Respostas Sociais, do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR)”.